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Domingo de Ramos

Domingo de ramos

este homem como se fosse um agitador do povo. Pois bem! Já o interroguei diante de vós e não encontrei nele nenhum dos crimes de que o acusais; nem Herodes, pois o mandou de volta para nós. Como podeis ver, ele nada fez para merecer a morte. Portanto, vou castigá-lo e o soltarei.

 NARRADOR: Toda a multidão começou a gritar:

TODOS: Fora com ele! Solta-nos Barrabás!

NARRADOR: Barrabás tinha sido preso por causa de uma revolta na cidade e por homicídio. Pilatos falou outra vez à multidão, pois queria libertar Jesus. Mas eles gritavam:

TODOS: Crucifica-o! Crucifica-o!

NARRADOR: E Pilatos falou pela terceira vez:

PILATOS: Que mal fez este homem? Não encontrei nele nenhum crime que mereça a morte. Portanto, vou castigá-lo e o soltarei.

NARRADOR: Eles, porém, continuaram a gritar com toda a força, pedindo que fosse crucificado. E a gritaria deles aumentava sempre mais. Então Pilatos decidiu que fosse feito o que eles pediam. Soltou o homem que eles queriam aquele que fora preso por revolta e homicídio e entregou Jesus à vontade deles. Enquanto levavam Jesus, pegaram um certo Simão, de Cirene, que voltava do campo, e impuseram-lhe a cruz para carregá-la atrás de Jesus. Seguia-o uma grande multidão do povo e de mulheres que batiam no peito e choravam por ele. Jesus, porém, voltou-se e disse:

PADRE: Filhas de Jerusalém, não choreis por mim! Chorai por vós mesmas e por vossos filhos! Porque dias virão em que se dirá: “Felizes as mulheres que nunca tiveram filhos, os ventres que nunca deram à luz e os seios que nunca amamentaram”. Então começarão a pedir às montanhas: “Caí sobre nós!” e às colinas: “Escondei-nos!” Porque, se fazem assim com a árvore verde, o que não farão com a árvore seca?

NARRADOR: Levavam também outros dois malfeitores para serem mortos junto com Jesus. Quando chegaram ao lugar chamado “Calvário”, ali crucificaram Jesus e os malfeitores: um à sua direita e outro à sua esquerda. Jesus dizia:

PADRE: Pai, perdoa-lhes! Eles não sabem o que fazem!

NARRADOR: Depois fizeram um sorteio, repartindo entre si as roupas de Jesus. O povo permanecia lá, olhando. E até os chefes zombavam, dizendo:

TODOS: A outros ele salvou. Salve-se a si mesmo, se, de fato, é o Cristo de Deus, o escolhido!

NARRADOR: Os soldados também caçoavam dele; aproximavam-se, ofereciam-lhe vinagre, e diziam:

TODOS: Se és o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo!

NARRADOR: Acima dele havia um letreiro: “Este é o rei dos judeus”. Um dos malfeitores crucificados o insultava, dizendo:

MALFEITOR 1: Tu não és o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós!

NARRADOR: Mas o outro o repreendeu, dizendo:

MALFEITOR 2: Nem sequer temes a Deus, tu que sofres a mesma condenação? Para nós, é justo, porque estamos recebendo o que merecemos; mas ele não fez nada de mal.

NARRADOR: E acrescentou:

MALFEITOR 2: Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no teu reinado.

NARRADOR: Jesus lhe respondeu:

PADRE: Em verdade eu te digo: ainda hoje estarás comigo no Paraíso.

NARRADOR: Já era mais ou menos meio-dia e uma escuridão cobriu toda a terra até às três horas da tarde, pois o sol parou de brilhar. A cortina do santuário rasgou-se pelo meio, e Jesus deu um forte grito:

PADRE: Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito.

NARRADOR: Dizendo isso, morreu. (Todos se ajoelham um instante)

NARRADOR: O oficial do exército romano viu o que acontecera e glorificou a Deus dizendo:

OFICIAL: De fato! Este homem era justo!

NARRADOR: E as multidões, que tinham acorrido para assistir, viram o que havia acontecido, e voltaram para casa, batendo no peito. Todos os conhecidos de Jesus, bem como as mulheres que o acompanhavam desde a Galileia, ficaram a distância, olhando essas coisas. Havia um homem bom e justo, chamado José, membro do conselho, o qual não tinha aprovado a decisão nem a ação dos outros membros. Ele era de Arimatéia, uma cidade da Judéia, e esperava a vinda do Reino de Deus. José foi ter com Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Desceu o corpo da cruz, enrolou-o num lençol e colocou-o num túmulo escavado na rocha, onde ninguém ainda tinha sido sepultado. Era o dia da preparação da Páscoa, e o sábado já estava começando. As mulheres, que tinham vindo da Galileia com Jesus, foram com José, para ver o túmulo e como o corpo de Jesus ali fora colocado. Depois voltaram para casa e prepararam perfumes e bálsamos. E, no sábado, elas descansaram, conforme ordenava a Lei.

 

NARRADOR: Palavra da salvação.

TODOS: Glória a vós, Senhor!